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Ciência e P&D

Bioimpressão 3D de tecidos cutâneos: técnicas cada vez mais aprimoradas

A impressão 3D de tecidos cutâneos foi um dos temas centrais da jornada científica organizada no início de junho pelo Centro Europeu de Dermocosmetologia (CED) e a Sociedade Francesa de Biologia da Matriz Extracelular (SFBMec). O evento reuniu 80 pessoas no campus do INSA (Instituto Nacional de Ciências Aplicadas), em Lyon, para passar em revista os últimos avanços científicos e tecnológicos sobre essa nova técnica, que em breve deverá revolucionar a ciência cosmética.

O progresso da engenharia de tecidos

Mas o que faz a engenharia de tecidos? Essa ciência desenvolve substitutos para a pele, a fim de sustentar, reparar, melhorar ou repor tecidos danificados de pacientes. Ao longo dos anos, várias abordagens coexistiram – e hoje é possível obter substitutos para a pele que oferecem resultados cada vez mais satisfatórios.

"Atualmente, já dispomos de modelos funcionais microvascularizados. O próximo passo é integrar a rede linfática aos modelos. Trata-se de um desafio para a equipe: além de existirem poucos estudos sobre o tema, a rede linfática é muito difícil de organizar de maneira funcional", explica Laure Gibot, do Instituto de Farmacologia e Biologia Estrutural de Toulouse, na França.

A impressão 3D de tecidos cutâneos deverá revolucionar a ciência cosmética. (...)

A impressão 3D de tecidos cutâneos deverá revolucionar a ciência cosmética. Foto: © Paradise Picture / shutterstock.com

Paralelamente, Alain Colige, do Laboratório de Biologia de Tecidos Conjuntivos da Universidade de Liège, na Bélgica, trabalha com substratos desenvolvidos à base de nanofibras de quitosana. "As nanofibras de quitosana oferecem uma superfície específica de grande extensão, além de algumas propriedades semelhantes às da pele humana".

Outros métodos utilizam também a técnica de eletrospinning, como explica Frédéric Bossard, da Universidade Joseph Fourier, em Grenoble (França).

Bioimpressão da pele, uma revolução cada vez mais próxima

A área em que a engenharia de tecidos está realmente criando uma verdadeira revolução é, sem dúvida alguma, a impressão 3D. "Estamos apenas no começo e ainda precisamos resolver alguns problemas de reprodutibilidade", explica Colin Mc Guckin, da CTI Biotech.

Isso não impediu que Christophe Marquette, coordenador da plataforma 3dFab, trabalhasse com Amélie Thépot, diretora da LabSkin Creation, para realizar um modelo de pele por bioimpresão. "A técnica permite reduzir pela metade o tempo de cultura, passando de 50 dias para 21 dias, mas, sobretudo, ela produz uma junção dermoepidérmica ondulada [1], o que não é possível com as outras técnicas tradicionais de engenharia de tecidos. Conseguimos imprimir todas as camadas da pele, embora a epiderme seja a mais difícil de realizar". A técnica de bioextrusão utiliza uma biotinta patenteada e realiza a impressão de 1 cm² de pele em menos de dois minutos. É um ótimo desempenho, e as primeiras realizações certamente abrirão caminho para novas experiências.


Régine Frick
(Tradução: Maria Marques)

Observações

[1A junção dermoepidérmica (JDE) ondulada tem maior semelhança com à da pele humana natural, cujo traçado tem forma de ondas. Os outros métodos de reconstrução da pele produzem uma JDE plana.

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