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Edição: Brasil
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Ciência e P&D

Da inocuidade à eficácia: métodos in vitro se tornaram indispensáveis à indústria de cosméticos

Na última edição do salão in-cosmetics, realizado em Barcelona, o CED (Centro Europeu de Dermocosmetologia) apresentou os mais recentes progressos em matéria de avaliação in vitro de produtos cosméticos. Uma mesa-redonda moderada por Anne Canet, membro do CED e presidente da Attraction Conseil, e por Vincent Gallon, redator-chefe do site Premium Beauty News, reuniu quatro especialistas da área: Béatrice Le Varlet (toxicologista e consultora), Marisa Meloni (presidente da VitroScreen), Bart De Wever (presidente da ATERA), e Amélie Thépot (presidente e fundadora da Lab Skin Creations).

Novos métodos comprovados

Nos últimos anos, foram desenvolvidos novos métodos de avaliação in vitro do potencial de sensibilização de matérias-primas, em substituição aos métodos in vivo que recorriam ao uso de animais, atualmente proibidos. "Há 15 anos que esperávamos progressos nessa área. Várias pesquisas realizadas pelas empresas Procter & Gamble, Givaudan, Kao e Shiseido revelaram estratégias interessantes. Em 5 de fevereiro de 2015, a OCDE adotou o primeiro método in chemico para identificar o potencial de sensibilização de moléculas. Paralelamente, em março de 2015, a União Europeia aprovou e recomenda um método (h-CLAT) de sensibilização cutânea realizado com a linhagem de células THP1", explica Béatrice Le Varlet.

"A substituição dos testes com animais por métodos alternativos requer uma combinação de diversas estratégias ", complementa Bart De Wever. "Desse ponto de vista, as alternativas com pele humana reconstituída, como no caso dos métodos Sens-IS, SenCeeTox e EE, apresentam numerosas vantagens".

Modelos de pele reconstituída em 3D

Os modelos 3D que apresentam características de total reprodutibilidade, confiabilidade e pertinência criam recursos excepcionais para avaliar ingredientes e produtos acabados. "Graças aos modelos 3D, podemos coletar informações inéditas em termos de sinergia de ação e cinética de aplicação, bem como de mecanismos celulares e moleculares", explica Marisa Meloni, presidente da VitroScreen. Portanto, as informações obtidas com modelos 3D são mais sólidas que as informações coletadas com testes realizados em animais e, às vezes, até em humanos voluntários.

Além disso, os modelos 3D podem ser personalizados e produzidos sob medida, em função do tipo de célula empregado, da idade dos doadores, do tempo de cultura, do estresse induzido, etc. Eles abrem as portas a uma infinidade de possibilidades de inovação. "Ainda estamos engatinhando em meio às muitas possibilidades geradas por esses modelos", confirma Amélie Thépot, presidente da Lab Skin Creation.

Desenvolvidos em razão da proibição de realizar testes com animais, os métodos alternativos parecem estar abrindo caminho para novos conhecimentos, mesmo se a avaliação da toxicidade dos produtos continua sendo a principal preocupação.

Para baixar as apresentações dos participantes da mesa-redonda, clique no ícone:

Latest advancements of in vitro evaluation of cosmetics

- In vitro methods for assessing the sensitising potential of ingredients.

- New in vitro models: 3D reconstructed human skin models.

- In vitro tests for supporting cosmetic innovation and marketing claims.

Latest advancements of in vitro evaluation of cosmetics


Régine Frick
(Tradução: Maria Marques)

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