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Edição: Brasil
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Ciência e P&D

Tecnologia de pele 3D desenvolvida pelo Grupo Boticário pode mudar a forma como cosméticos são testados no Brasil

Contrário a testes em animais, o Grupo Boticário foi a primeira companhia no país a desenvolver uma tecnologia capaz de reproduzir em laboratório a pele humana para ser aplicada em testes de formulações na indústria cosmética. Além de ter duração superior à pele in natura, a tecnologia 3D possibilita a mimetização da pele humana em diferentes idades e a reprodução das seis principais colorações da pele descritas na literatura. A mesma unidade de pele 3D pode ser usada em múltiplos testes, como irritação cutânea, corrosão dérmica e avaliação de eficácia dos produtos.

Em entrevista exclusiva para o Brazil Beauty News, Márcio Lorencini, gerente de pesquisa biomolecular do Grupo Boticário, destaca as principais vantagens da pele 3D e fala sobre os investimentos em projetos de inovação do Centro de P&D, inaugurado em 2013.

Centro de P&D do Grupo Boticário

Centro de P&D do Grupo Boticário

Brazil Beauty News - O Grupo Boticário foi pioneiro no desenvolvimento da pele humana em laboratório no Brasil. A tecnologia já está em uso?

Márcio Lorencini - A pele 3D já está sendo utilizada para o teste de matérias-primas e produtos acabados, incluindo cremes, loções e maquiagens, e garante mais efetividade e precisão na escolha de ingredientes usados nas formulações. A técnica é um método alternativo aos testes em animais na indústria cosmética, reconhecido pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Brazil Beauty News - Que características da pele humana podem ser replicadas com a tecnologia 3D?

Márcio Lorencini - Para elaborar a pele 3D são utilizadas células isoladas a partir de tecido descartado de cirurgias plásticas, nos casos em que há o consentimento do doador para este fim e a aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da instituição. Em laboratório, a pele vai sendo formada, célula a célula, camada por camada, tal como a pele humana. Primeiro é feita a derme, composta por fibroblastos, que são responsáveis pela produção de proteínas como colágeno, que dão firmeza e elasticidade à pele. A próxima camada a ser formada é a epiderme, compostas por queratinócitos, células responsáveis pelas funções de barreira e proteção do corpo, e também por melanócitos, que dão coloração à pele.

Brazil Beauty News - Quais são as principais vantagens da pele 3D para a indústria cosmética?

Márcio Lorencini - Com esta tecnologia é possível realizar vários testes numa mesma unidade de pele reconstituída, que dura sete dias, em comparação às 72 horas da pele in natura. A pele 3D permite ainda maior amplitude e mais assertividade nos testes, pois é elaborada a partir de um pool de células de vários indivíduos. Podemos destacar ainda a redução no número de testes em humanos e o desenvolvimento de formulações melhores e mais seguras.

Brazil Beauty News - Em 2015, a L’Oréal também divulgou uma parceria com a startup Organovo para viabilizar a produção de pele 3D. A tecnologia usada pelo Grupo Boticário é semelhante à da L’Oréal?

Márcio Lorencini - A tecnologia empregada pelo Grupo Boticário é pioneira no Brasil. Por questões estratégicas, não comentamos movimentos de nossos concorrentes.

Brazil Beauty News - Além da pele 3D, quais são os mais recentes investimentos do grupo em pesquisa e inovação?

Márcio Lorencini - Do ponto de vista estrutural, o Grupo Boticário sempre contou com uma área específica voltada à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos. Desde março de 2013, esta área foi reunida em uma unidade física, com mais de oito mil metros quadrados, equipamentos de alta tecnologia e espaços idealizados e projetados com a colaboração de uma equipe multidisciplinar. Com o novo Centro de P&D, empreendimento que recebeu investimentos de R$ 37 milhões, o Grupo Boticário reafirmou a sua excelência na criação de produtos de beleza.

Os projetos de pesquisa envolvem várias áreas para sua execução e sustentam o plano estratégico de cada uma das unidades de negócio do Grupo Boticário. Eles são segmentados em diferentes fases, iniciando pela estruturação do conceito do produto, passando da análise à viabilidade técnica e financeira, desenvolvimento e comprovação de conformidade, implementação em fábrica e, finalmente, monitoramento de resultados. Sempre que necessário, o Centro de P&D do Grupo Boticário busca também, por meio de sua área de Redes e Inovação, parceiros para o desenvolvimento de projetos de pesquisa.

Brazil Beauty News - Que porcentagem da receita do grupo é destinada para P&D e quantos produtos, em média, são lançados por ano?

Márcio Lorencini - O Grupo Boticário investe cerca de 2,5% do seu faturamento em Pesquisa e Desenvolvimento. Só com um processo de inovação tão bem estruturado é possível desenvolver cerca de 2,5 mil produtos e lançar mil novos produtos todos os anos no mercado.

Fernanda Bonifacio

Portfólio

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