Em fato relevante, Natura &Co confirmou que está em tratativas com o fundo IG4, “visando uma potencial transação de venda das operações da Avon fora da América Latina”. No entanto, a empresa brasileira de cosméticos precisou que, embora se trate de negociações exclusivas, elas ainda estão em “estágio inicial” e que “permanece avaliando outras alternativas estratégicas.”
A Natura &Co já havia informado, em 4 de dezembro de 2024, que retomou os estudos de alternativas estratégicas para a Avon fora da América Latina e que isso poderia levar a uma venda total da operação, ou outros tipos de parcerias comerciais.
As negociações dizem respeito apenas a operação internacional da Avon, que tem sede no Reino Unido, e não incluem as ativaves no Brasil e na América Latina, que foram fundidas com as da Natura, nem as dos EUA, que não pertencem ao grupo Natura &Co.
A Natura adquiriu os negócios da Avon fora dos EUA, Canadá e Porto Rico em 2019, criando o quarto maior grupo de beleza do mundo. A fusão foi concluída em janeiro de 2020, com um valor de mercado estimado em US$ 11 bilhões.
No entanto, apenas quatro anos após a fusão, em fevereiro de 2024, a Natura anunciou a possibilidade de uma cisão da Avon. O aumento das taxas de juros após a pandemia da Covid desestabilizou seriamente o grupo, que desde então busca reduzir sua dívida, com as vendas da Aesop e The Body Shop.