A Lubrizol, multinacional de especialidades químicas, apresentou em primeira mão no Brasil o Carbopol BioSense polymer. Desenvolvido em parceria com a Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, o novo ingrediente é o primeiro produto de origem brasileira da empresa.

Estamos muito felizes de fazer esse pré-lançamento no Brasil, afinal, é um ingrediente brasileiro, elaborado com matéria-prima nacional. Temos uma estratégia de desenvolver produtos locais para o mercado local, mas o sonho sempre é ir do local para o global, como fazemos agora. Por isso, celebramos. É um ingrediente que sai de uma parceria com uma empresa líder no mercado nacional, que é a Suzano, para todo o mundo”, afirma Bernardo Medeiros, vice-presidente global da Lubrizol Life Science e vice-presidente da Lubrizol na América Latina.

BioSense é fabricado a partir da celulose microfibrilada (MFC), um material natural e biodegradável produzido pela Suzano com madeira certificada. Com mais de 98% de origem natural e certificado pela COSMOS/ECOCERT, o novo polímero é resultado de mais de cinco anos de pesquisa e inovação em conjunto, sendo o primeiro produto biodegradável de Carbopol.

Primeiro modificador reológico biodegradável da linha Carbopol

A linha Carbopol de modificadores reológicos, que são agentes utilizados para melhorar a viscosidade e a consistência de formulações de cosméticos e produtos de cuidados pessoais, tem mais de 50 anos de mercado e foi revolucionária no momento do seu lançamento. Ela vai continuar relevante por muito tempo, mas precisa de um olhar mais biodegradável e é nesta jornada em que estamos atuando”, diz Renata Solfredini, diretora da Lubrizol Life Science na América Latina.

Ela explica que o novo ingrediente é uma alternativa sustentável ao silicone elastomérico, um produto sintético, de origem fóssil, muito utilizado em produtos de skincare por eliminar o sensorial mais pegajoso das formulações. “Nós conhecemos a MFC da Suzano, demos os inputs necessários para que tivesse sucesso nas indústrias de beauty e personal care e trabalhamos juntos até chegar a essa nova molécula.

BioSense permitirá a criação de produtos e proteção solar e cuidados com a pele, como séruns, cremes e loções. “O foco desse lançamento está no skincare, pelos benefícios que ele apresenta. Mas outras aplicações estão sendo estudadas”, revela Solfredini.

Lançamento oficial na in-cosmetcis Global 2025

O produto será lançado oficialmente na in-cosmetics Global, que será realizada de 08 a 10 de abril, na Holanda, e os executivos se mostram otimistas. “BioSense já está na mão dos principais players do segmento e o feedback é bastante animador. Acreditamos que até o final do ano já possa ter algum produto disponível”, aponta Medeiros.

Uma das maiores expectativas está no mercado asiático. “Foi de lá que saiu o principal insight do sensorial para a substituição do silicone. O mercado asiático de skincare é gigantesco e o que mais cresce”, diz o vice-presidente. Na Europa, o produto também deve ser bem-sucedido, atraindo pela naturalidade e biodegradabilidade.

A sustentabilidade deixou de ser uma tendência já há alguns anos. Hoje os principais players do mercado anunciam publicamente seus objetivos de substituir em cinco ou dez anos os produtos sintéticos. Então é uma necessidade e vemos isso de uma forma muito clara. Eu diria que 90% dos projetos trabalhados atualmente são focados em melhorar a sustentabilidade dos produtos”, ele afirma.

Por isso, Medeiros reforça a importância da parceria com a Suzano. “Ela tem escala para atender a um mercado grande e crescente. Se tentássemos fazer isso sozinhos, provavelmente conseguiríamos, ou seria inviável, porque não teríamos competitividade e a expertise para desenvolver esse tipo de plataforma de matéria. Sem dúvida, esse é o primeiro passo de muitos, é uma parceria que tem muito ainda para crescer.