Após mais um trimestre de queda nas vendas globais, a gigante americana de cosméticos anunciou na terça-feira, 4 de fevereiro, planos de cortar de 5.800 a 7.000 empregos até o final de 2026. Para voltar ao crescimento, o novo presidente e CEO da The Estée Lauder Companies (ELC), Stéphane de La Faverie, revelou um plano estratégico agressivo chamado “Beauty Reimagined”.

"Estamos transformando significativamente nosso modelo operacional para ser mais enxuto, rápido e ágil", disse o executivo.

O grupo não especificou as áreas geográficas ou filiais que serão afetadas por essas demissões.

Outro aspecto essencial do novo plano—considerado uma fonte-chave de economia—é a adoção de uma abordagem mais competitiva para aquisições dentro do grupo. A ELC busca consolidar ainda mais os gastos e reavaliar parcerias estratégicas com os principais fornecedores.

Stéphane de La Faverie também anunciou uma nova estrutura organizacional com uma nova equipe executiva para liderar a visão o plano de ação.

A ELC está consolidando sua organização regional em quatro clusters geográficos: EMEA (Europa, Oriente Médio, África); Américas; China continental; e Ásia-Pacífico (excluindo China).

Além disso, o grupo reorganizou seu portfólio de marcas em categorias, incluindo cuidados com a pele (Clinique, Origins, Dr.Jart+, Lab Series...), maquiagem (M·A·C, Bobbi Brown, Too Faced, Smashbox e Glamglow), fragrâncias lifestyle (Jo Malone London, Kilian Paris e Editions de Parfums Frédéric Malle), marcas Couture, (Tom Ford e Balmain Beauty), cuidados com os cabelos etc.

A Estée Lauder Companies registrou uma queda de 6% nas vendas líquidas no segundo trimestre de seu ano fiscal de 2025. O grupo também anunciou um prejuízo líquido de US$ 590 milhões durante o trimestre, devido a custos de reestruturação e depreciação de ativos.